Não há poemas que descrevam o que sinto hoje, hoje sou eu sem o ser e por sê-lo e sabê-lo sou já outro que não eu e no entanto não saio de mim.
Porquê? Porquê que as rosas me tocam com seus espinhos e eu pareco compôr ao piano da imaginação uma história só minha e de mais ninguem?
Porquê que nunca digo que as flores nao me interessam? Eu sei porquê mas não digo porque não quero.
Porquê? Porquê?
Porquê que as flores morrem?
Não me morras nas mãos rosa negra não!
De que me serve esta vida? De que me serve esta vida se amanhã não tenho outra voz comigo?
que miséria é esta? De que serve tudo isto? Não não me digas que já foste.
Mas foste...
Já alguem disse que a vida é um rio e que o vamos ter de passar de qualquer modo por isso não pensemos em ninguem, oh mas é triste é triste é triste e triste por amor de quem não acredito é por isto é por isto é!!!
Porquê?
Não me deixes este caminho sozinho não!
Não há poesia de perder alguem assim, que se calem as vozes que fuja o perdão, que se danem as pessoas que se renegue o Fado, que se atraiçoe as guitarras gemendo e que a saudade seja a ilusão do passado escrito no presente, que o piano nao chore porque na verdade não chora. Eu sei que a chama do chamar por nós ja não existe e nunca voltará.
Calem as bocas do mundo deixem-me só nesta solidão que não quero mas preciso.
Porque eu quero o que não quero.
Porque eu tenho o que não sei o que é.
Que o verde seja só o negro e o negro seja o azul de que o veremelho ja foi, e que esse encarnado seja o branco que a paz nunca teve. Porque a paz nunca existiu e tudo o resto só; partiu.
Falta-me a hora de regressar á felicidade que afinal tenho mas apenas quando dispo esta minha pele de Lobo. Sou o Lobo de uma noite perdida na noite de todos vós.
Sonho e quando sonho sinto que estou acordado e quando acordo recordo-me do que não sonhei, porque na realidade o sonho é apenas o acordar de uma manhã orvalhada de um manto humidamente sarcástico.
Eu quero a noite, só mais uma noite a sós com quem não vem.
vou-me embora agora, já nem escrevo nem penso, ja só sou apenas o que sou, um Lobo, perdido e á espera do que não virá, pelo menos hoje.
Hoje sou só eu a ser eu e isso é nao ser nada, apenas eu.
ASS: Lobo da Noite in: Uma noite perdida no longinquo nada de vós.
Sou uma pobre alma como outra qualquer. Faço da poesia casa, é um abrigo interessante e intrigantemente fantastico. Conto em versos o que me canta a alma na muda voz de sentir. O pensamento é algo sempre preso porque depende sempre de palavras para abir as asas. Sobre nao sei falar e de certo modo nao quero. sou poesia, possivelmente.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
domingo, 6 de dezembro de 2009
Beatriz
Que olhos são esses
Que não vejo mas sinto?
Porque te batem
Com a mão invisivel?
Mentir já não te chega,
Por mais que tentes (nem tentas).
A vida tem certos acasos.
Cruzamos-nos numa noite
Em quem se fez magia.
Dizes: "meu coração fala com o teu"
Eu digo: "tenta calar ambos".
Não consegues e por isso não mentes.
Sinto o teu pulsar no meu peito,
Na verdade sei que a distância
Não existe, desde essa noite.
Para longe é onde estás.
Não é verdade.
De longe se faz bem mais perto
Disse um dia alguem.
Quebrei tudo em mim para aceitar
O que sabia ser a certeza da amizade.
Estás perto de mim sempre.
Sem te ver, vejo o desespero que trazes.
Quebramos dia-a-dia a barreira do impossivel.
Conta-me histórias do que não sei.
Diz-me de ti!
Sinto-me capaz de te ter em frente
Fechar os olhos e sentir-te somente
Porque estarás sempre em mim mesmo que não fisicamente.
Viajar tem um sabor solitário.
Pois então que essa solidão
Sejamos nós de mãos dadas
Numa vida dura mas feliz.
Porque a amizade também se diz.
Desculpa-me a estupidez,
Desculpa-me ter-te empurrado
Para fora de uma amizade que queria.
Para fora do que sabia por certo.
Todos os dias ao telefone te peço desculpa,
Nas entrelinhas.
Este poema é fruto do que sinto,
Poderia escolher mil e um titulos
Que o mais maravilhoso seria e será para sempre
Beatriz.
(dedicado a : Ana Beatriz Ferreira da Costa Braz)
03/12/2009
LN
Que não vejo mas sinto?
Porque te batem
Com a mão invisivel?
Mentir já não te chega,
Por mais que tentes (nem tentas).
A vida tem certos acasos.
Cruzamos-nos numa noite
Em quem se fez magia.
Dizes: "meu coração fala com o teu"
Eu digo: "tenta calar ambos".
Não consegues e por isso não mentes.
Sinto o teu pulsar no meu peito,
Na verdade sei que a distância
Não existe, desde essa noite.
Para longe é onde estás.
Não é verdade.
De longe se faz bem mais perto
Disse um dia alguem.
Quebrei tudo em mim para aceitar
O que sabia ser a certeza da amizade.
Estás perto de mim sempre.
Sem te ver, vejo o desespero que trazes.
Quebramos dia-a-dia a barreira do impossivel.
Conta-me histórias do que não sei.
Diz-me de ti!
Sinto-me capaz de te ter em frente
Fechar os olhos e sentir-te somente
Porque estarás sempre em mim mesmo que não fisicamente.
Viajar tem um sabor solitário.
Pois então que essa solidão
Sejamos nós de mãos dadas
Numa vida dura mas feliz.
Porque a amizade também se diz.
Desculpa-me a estupidez,
Desculpa-me ter-te empurrado
Para fora de uma amizade que queria.
Para fora do que sabia por certo.
Todos os dias ao telefone te peço desculpa,
Nas entrelinhas.
Este poema é fruto do que sinto,
Poderia escolher mil e um titulos
Que o mais maravilhoso seria e será para sempre
Beatriz.
(dedicado a : Ana Beatriz Ferreira da Costa Braz)
03/12/2009
LN
domingo, 1 de novembro de 2009
A vida é sò um dia da nossa real vida....
Coração para que bates
Se nenhum bate por ti?
Porque amo quem amo,
Se o sonho mais alto está em ti?
Para onde corres
Se a poesia fica aqui?
Coração és aquilo que sou!
Poesia.
28/03/2009
LN
Sigo o céu azul
E quando escuro fica,
Sigo correndo no mesmo sitio parado
O sonho de olhar sem ver,
O que gelado quente fica.
E que de tormento a tremor passa
Não tenho que fazer,
Sou um pobre violino
Que vê o sentido amor
De quem, para não chorar,
Me dá voz.
21/03/2009
LN
Um poeta sem dor
É um homem sem cor.
LN
Já vai sendo altura
De contas acertar com o Mundo.
De mãos dadas
Toda a ajuda é bem vinda.
É preciso lutar a favor desta causa
A causa que é de todos nós,
De toda esta Humanidade perdida
Num mundo virado do avesso!
É de todos a responsabilidade
De salvar esta multidão.
Não se trata de ajudar os outros só.
É também ajudar a si próprio.
Ajude os outros a tornar este planeta
No lugar que, outrora, fora.
O Mundo em pleno equilíbrio.
Porquê que invariavelmente
Cada vez mais o pensamento
Liga o Homem á maldade?
Vamos mudar este Mundo,
Lugar triste e só.
Deixemos de recuar para a frente,
Vamos mudar por ele,
Por nós!
Ajude, a ajudar.
05/01/2009
LN
A poesia não foi concebida
Para o poeta a sentir
Mas sim para dar oportunidade
A uma qualquer alma,
Que ao acaso ele usa
E mantém prisioneira,
De se exprimir
E dar a sentir
Seu mais profundo
Grito vindo das entranhas.
11/12/2008
LN
Se nenhum bate por ti?
Porque amo quem amo,
Se o sonho mais alto está em ti?
Para onde corres
Se a poesia fica aqui?
Coração és aquilo que sou!
Poesia.
28/03/2009
LN
Sigo o céu azul
E quando escuro fica,
Sigo correndo no mesmo sitio parado
O sonho de olhar sem ver,
O que gelado quente fica.
E que de tormento a tremor passa
Não tenho que fazer,
Sou um pobre violino
Que vê o sentido amor
De quem, para não chorar,
Me dá voz.
21/03/2009
LN
Um poeta sem dor
É um homem sem cor.
LN
Já vai sendo altura
De contas acertar com o Mundo.
De mãos dadas
Toda a ajuda é bem vinda.
É preciso lutar a favor desta causa
A causa que é de todos nós,
De toda esta Humanidade perdida
Num mundo virado do avesso!
É de todos a responsabilidade
De salvar esta multidão.
Não se trata de ajudar os outros só.
É também ajudar a si próprio.
Ajude os outros a tornar este planeta
No lugar que, outrora, fora.
O Mundo em pleno equilíbrio.
Porquê que invariavelmente
Cada vez mais o pensamento
Liga o Homem á maldade?
Vamos mudar este Mundo,
Lugar triste e só.
Deixemos de recuar para a frente,
Vamos mudar por ele,
Por nós!
Ajude, a ajudar.
05/01/2009
LN
A poesia não foi concebida
Para o poeta a sentir
Mas sim para dar oportunidade
A uma qualquer alma,
Que ao acaso ele usa
E mantém prisioneira,
De se exprimir
E dar a sentir
Seu mais profundo
Grito vindo das entranhas.
11/12/2008
LN
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